Ataques a Gaza: como se faz um genocídio

do Blog do Sakamoto, por Leonardo Sakamoto

Concordo com os governos de Israel e dos Estados Unidos quando dizem que não há crise humanitária na faixa de Gaza. Uma situação de insuportável desrespeito aos direitos humanos já existia antes dos recentes bombardeios contra Gaza por causa do bloqueio decretado por Israel devido à eleição democrática do Hamas e o lançamento de foguetes contra seu território… e por aí vai. Voltando na história, esses tomaladacás vão até a partilha da Palestina há seis décadas.

Eu já havia escrito aqui que iríamos presenciar um massacre unilateral e não uma guerra – centenas de civis, inclusive mulheres e crianças, morreram nos últimos dias. Mas tendo em vista a intensidade e a forma dos ataques, o que estamos presenciando soa mais como (mais uma etapa do) genocídio do que crise humanitária.

Se de um lado, extremistas palestinos não aceitam a existência de Israel, do outro extremistas israelenses reivindicam Gaza e Cisjordânia como parte de seu território histórico. Para estes, árabes em geral são bem aceitos no seu território, desde que sirvam para mão-de-obra barata. A diferença entre esses dois grupos é que Israel tem poder de fogo para levar esse intento adiante, enquanto o outro lado não.

Porém, como um dos intentos do massacre é eleitoreiro, em alguma hora o governo israelense vai se dar por satisfeito. Para a tristeza da extrema direita, que gostaria de entregar aquelas terras a assentamentos judeus. O Kadima, partido de centro no poder em Israel, que corre o risco de ser vencido nas eleições gerais pelos conservadores, está usando o conflito para reverter as pesquisas. Se isso vai servir como o Iraque serviu para a administração Bush, ainda é uma incógnita.

O certo é que o islamismo radical sai mais forte do conflito do que entrou. Mesmo que a maioria dos seus líderes morram, surgirão outros, lembrando que as condições de vida em Gaza são uma mistura de uma favela com um campo de concentração, com crianças revoltadas diante de tanta violência social e física, prontas para serem cooptadas por grupos fundamentalistas. Quais as chances de jovens que viram seus pais, irmãs, namoradas serem mortos nos ataques de hoje não tentarem vingar suas mortes amanhã?

E a paz vai ficando mais distante.

Requião e o lixo

do Fábio Campana

Requião gastou uma fortuna para realizar um seminário sobre a crise mundial que daria soluções para todos os problemas do planeta e que ele sugere que Barak Obama adote como fórmula na condução dos Estados Unidos, ainda a maior potência do planeta.

Tudo bem, quem pode controlar a presunção do Duce? O que fica mal para Requião é perceber que enquanto ele sonha papéis de estadista disposto a salvar o planeta, não consegue realizar tarefas tão simples como a de realizar a coleta de lixo nas praias do Paraná durante a temporada.

Requião quer solucionar o conflito entre árabes e judeus

do Fábio Campana

O governador Requião declarou hoje que a TV Educativa vai montar debates para discutir soluções para a Palestina e Israel. “É evidente que o que está acontecendo lá, na Palestina, é muito sério. Estou vendo um verdadeiro massacre e o mundo tinha que intervir nesse processo”, disse.

Requião começa o ano esbravejando contra a TIM

do Fábio Campana

Proibido de descontar seu mau humor na imprensa e nos inimigos políticos, Requião arranjou um novo desafeto para desancar em alto e bom som durante as escolinhas das terças-feiras. Trata-se da TIM. A operadora de telefonia.

Acontece que a operadora bloqueou os celulares da Casa Civil e da Casa Militar, incluindo o do próprio Duce, por causa de uma conta atrasada. Segundo ele, a conta seria de R$ 34,00. Já a TIM garante que são R$ 12 mil não pagos. Com sede de vingança, Requião prometeu banir a TIM do estado do Paraná e não permitir que nenhum membro do governo continue utilizando a operadora.

Reserva Raposa Serra do Sol

A animação “Reserva Raposa Serra do Sol” foi lançada  para explicar à sociedade de forma simples e direta esse caso que gerou tanta polêmica. Dirigido por Arnaldo Galvão, tem entre os responsáveis pelo argumento e roteiro Spensy Pimentel, jornalista e antropólogo

 

Ficha técnica
Reserva Raposa Serra do Sol, 3 minutos, 2008
Argumento e Roteiro: Ana Vitória, Leandro Saraiva, Newton Cannito, Spensy Pimentel e FICs (Fabrica de Ideias Cinematicas); Direção /Animação/ Storyboard: Arnaldo Galvão; Produção: Marta Machado e Ale McHaddo; Criação de Personagens /Direção de arte /Storyboard: Adriana Meirelles; Trilha: Ben Charles Filgueiras; Assistente de Produção: Ligia Slywitch; Coordenação de Animação: Paulo Biagioni; Composição Digital: Ana Predolin; Rodrigo Lima; Stephanie Watanabe; Edição: Robson Lima.