Curso ultra rápido do jargão jurídico

1- Princípio da iniciativa das partes – "faz a sua que eu faço a minha".
2 – Princípio da fungibilidade – "só tem tu, vai tu mesmo" (parte da doutrina e da      jurisprudência entende como sendo "quem não tem cão caça com gato").
3 – Sucumbência – "a casa caiu !!!"
4 – Legítima defesa – "tomou, levou".
5 – Legítima defesa de terceiro – "deu no mano, leva na orêia".
6 – Legítima defesa putativa – "foi mal".
7 – Oposição – "sai batido que o barato é meu".
8 – Nomeação à autoria – "vou cagoetar todo mundo".
9 – Chamamento ao processo – "o maluco ali também deve".
10 – Assistência – "então brother, é nóis."
11 – Direito de apelar em liberdade – "fui!" (parte da doutrina entende como "só se for agora").
12 – Princípio do contraditório – "agora é eu".
13 – Revelia, preclusão, perempção, prescrição e decadência – "camarão que dorme a onda leva".
14 – Honorários advocatícios – "cada um com os seus problemas".
15 – Co-autoria, e litisconsórcio passivo – "passarinho que acompanha morcego dá de cara com muro", ou "passarinho que acompanha morcego dorme de cabeça pra baixo".
16 – Reconvenção – "tá louco, mermão. A culpa é sua".
17 – Comoriência – "um pipoco pra dois" ou "dois coelhos com uma paulada só".
18 – Preparo – "então… deixa uma merrequinha aí."
19 – Deserção – "deixa quieto".
20 – Recurso adesivo – "vou no vácuo".
21 – Sigilo profissional – "na miúda, só entre a gente".
22 – Estelionato – "malandro é malandro, e mané é mané".
23 – Falso testemunho – "fala sério…".
24 – Reincidência – "porra, mermão, de novo?".
25 – Investigação de paternidade – "toma que o filho é teu".
26 – Execução de alimentos – "quem não chora não mama".
27 – Res nullius – "achado não é roubado".
28 – De cujus – "presunto".
29 – Despejo coercitivo – "sai batido".
30 – Usucapião – "tá dominado, tá tudo dominado…".

Dos sapatos

Toda a nossa caminhada neste mundo irá depender de como olhamos os desafios que estão adiante. Conhecemos bem a história do otimista e do pessimista diante de um copo com água pela metade: o primeiro acha que está meio cheio, o segundo afirma que está meio vazio. T. Farias conta outra versão do mesmo tema:

Uma empresa de calçados americana manda dois representantes a determinado país da África para estudar a possibilidade de construir uma fábrica ali. E recebe os dois relatórios:

“Aqui ninguém usa sapatos”, escreve o primeiro representante. “Se instalarmos uma fábrica, teremos prejuízo”.

“Aqui ninguém tem sapatos”, escreve o segundo. “Se instalarmos uma fábrica, venderemos tudo”.

Paulo Coelho