100 dias sem Facebook

É pessoal, isso mesmo: Cem dias sem entrar no Facebook. Estava precisando de um desafio e esse achei interessante. Afinal o mundo não é só uma Grande Rede Social. Viver também é preciso. Os métodos arcaicos de Email e e msn estão no ar. Tenho comunicação ainda. Agora é um grande teste pois sente que estava viciando e o homem sem controle é um derrotado. Data de retorno e avaliação de como foram esses das esta programado para o dia 30 de Janeiro de 2013 ao meio dias horário de Curitiba. Aqui no blog vou tenta passar a vcs como é viver ou nao viver sem o Facebook. Acompanha de vex em quando…Obrigado e vamos que vamos! Abraços a todos Tadeu

Para que serve uma relação?

Dráuzio Varella

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

Drauzio Varella é médico cancerologista, formado pela USP. Nasceu em São Paulo, em 1943.Este seu artigo está sendo divulgado pela internet.

“Instantes”, de Nadine Stair

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.

Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais. Seria mais tolo ainda do que tenho sido; na verdade, bem poucas pessoas levariam a sério.

Seria menos higiênico. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.

Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida. Claro que tive momentos de alegria. Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos. Porque, se não sabem, disso é feito a vida: só de momentos – não percas o agora.

Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas; se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera a continuaria assim até o fim do outono.

Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo.

Da escritora americana Nadine Stair

40 anos depois

Cenário 1:
Luis, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro:
· Ano 1971: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
· Ano 2011: Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luis se volta para as drogas, transforma-se num delinquente e fica preso num presídio especial para adolescentes.
Cenário 2:
Lazer na escola:
. Ano 1971: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo… Rapidamente, José se sente melhor e continua brincando.
· Ano 2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida…
Cenário 3:
Disciplina escolar:
· Ano 1971: Fazíamos bagunça na classe… O professor nos dava uma boa "mijada" e/ou nos encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.
· Ano 2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.
Cenário 4:
Horário de Verão:
· Ano 1971: Chegou o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.
· Ano 2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.
Cenário 5:
Fim das férias:
· Ano 1971: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar, após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
· Ano 2011: Depois de voltar de Cancun, numa viagem’all inclusive’, terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, "panic attack", seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação…
Cenário 6:
Saúde:
· Ano 1971: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.
· Ano 2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual. Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.
Cenário 7:
Trabalho:
· Ano 1971: O funcionário que era “pego” fazendo “cera” (fazendo nada). Tomava uma regada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.
· Ano 2011: O funcionário pego "desestressando" é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.
Cenário 8:
Assédio:
· Ano 1971: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho, mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.
· Ano 2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela nem está olhando, ela o processa por assédio sexual. Ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado.
Cenário 9:
Comportamento:
· Ano 1971: Homem fumar era bonito, dar o rabo era feio.
· Ano 2011: Homem fumar é feio, dar o rabo é bonito.

Sintomas de ser Curitibano

 

1. Roubei honestamente a canequinha do Submarino no Bar do Alemão.
2. Ensinei o que é penal
3. Fiz esquenta no Bar do Torto
4. Quase fui atropelado por um Biarticulado
5. Tomei tubão
6. Peguei o Inter II no sentido errado
7. Joguei boliche no Shopping Curitiba
8. Fui ao Parque Tupã ou Morenos Park no Pinheirão
9. "Professor Galdino, Professor Galdino, 45021”
10. Coloquei a mão no chafariz do Shopping Estação
11. Dormi no terminal esperando o madrugueiro
12. Comi cachorro quente prensado com frango, catupiry, etc…
13. Bebi no Largo da Ordem
14. Fui à feirinha do Largo da Ordem
15. Não tenho sotaque
16. Tomei caldo de cana com limão
17. Tomei quentão com gemada na feira de inverno na Praça Osório
18. Conheci a Família Folha
19. Tomei gengibirra e comi cuque
20. Vou ao shopping quando está chovendo.
21. Fui ao James Bar
22. Passei o carnaval em Matinhos. E não contei pra ninguém
23. Já comi um pastel numa lanchonete de japonês
24. Vi o ônibus de turismo de 2 andares mais nunca andei nele.
25. Dublei a mulherzinha do biarticulado
26. Ensinei alguém a falar LEITE QUENTE e não LEITI QUENTI
27. Ensinei alguém a comer pinhão
28. Reclamo de Curitiba, mas amo muito essa cidade.
29. Tirei uma foto no Jardim Botânico
30. Repeti BORBOLETA 13
31. Não aguento mais o Palácio Avenida
32. Almocei em Santa Felicidade no dia das mães
33. Não socializo no ônibus
34. Tenho parente "no norte"
35. Fiz churras no Parque Barigui
36. Finjo que estou dormindo no ônibus quando aparece um conhecido
37. Ainda não conheço a maioria dos pontos turísticos da cidade
38. Comi um X-Montanha
39. Parei na XV pra ver os palhaços
40. Fui à Boca Maldita para ouvir o que os velhinhos conversam
41. Fui à Festa da Uva
42. Entrei em uma loja qualquer só para me esquentar
43. Ensinei que piá e menino são a mesma coisa
44. Senti vergonha alheia do Oil Man
45. Falo do tempo para puxar assunto. "Tá frio hoje, né?!"
46. Já fiquei esmagada no biarticulado em pleno horário de pico
47. Li o Curitibinha
48. Entro no elevador e não dou bom dia para ninguém
49. Sentei no banco de trás do ônibus porque é mais quentinho
50. Defendo Curitiba mais do que a pátria